Canhoteiro: o homem que driblou a glória
Este livro, da Coleção Avenida Paulista, traz um personagem que não poderia ser mais paulistano - o ponta-esquerda Canhoteiro, do São Paulo FC, evocado pelo jornalista e escritor ponte-pretano Renato Pompeu. Embora nascido no Maranhão, Canhoteiro atingiu o auge de sua fama no fim dos anos 1950, em São Paulo, na mesma época em que a cidade finalmente se tornava maior do que o Rio de Janeiro e alcançava a projeção nacional que só cresce até os dias de hoje. Canhoteiro, que fazia pela esquerda o que Garrincha fazia pela direita, não chegou a alcançar essa projeção nacional - era pouco conhecido fora de São Paulo, mas se tornou uma epítome da paulistanidade que se formava a partir do cadinho de raças e etnias da cidade que se tornava grande metrópole. Capaz de fazer embaixadas com moedas e com laranjas, capaz de driblar o mesmo marcador catorze vezes seguidas, Canhoteiro, foi o primeiro jogador de futebol brasileiro a ter um fã-clube próprio.



