Último minuto: a história de Escurinho: futebol, violão e fantasia
A história de Escurinho se envereda por uma variedade de caminhos, a começar pela saga do Internacional dos últimos anos dos Eucaliptos e das primeiras conquistas do Beira-Rio. Ou pelos seus gols decisivos de cabeça ao finalzinho dos jogos, que inspirou o título No Último Minuto, e seu eterno dilema de lutar por uma vaga nos times dos técnicos Dino Sani e Rubens Minelli. O drama da vida de Escurinho nasceu ao conduzir o violão e sua veia poética para dentro do Beira-Rio. A maior parte dos seus nove anos de carreira no Inter foi marcada por esse dilema: futebol e música. E carnaval. Por muitos anos, Escurinho saiu na Imperadores do Samba, com destaque para 1974. Naquele ano, não só compôs o samba de quadra do desfile na Avenida João Pessoa, como também foi o goleador do campeonato gaúcho, no ano do hexacampeonato colorado. Escurinho surpreendia, como em suas cabeçadas e ao longo de sua vida ceifada pelo diabetes aos 61 anos. O livro revela esse sentimento de último minuto.



