Futebol em Nelson Rodrigues: o óbvio ululante, o Sobrenatural de Almeida e outros temas
O conjunto da produção de Nelson Rodrigues tem muito menos que ver com saberes clássicos literariamente consagrados pela tradição do que com um olhar que liga aspectos vivos e operativos da cultura brasileira - memória urbana, folhetim, performances do cotidiano, crônicas jornalisticas. O futebol das crônicas rodrigueanas, segundo José Carlos Marques, é contra a opinião corrente no mundo intelectual, consiste numa série cultural importante, não só por seus resultados quantitativos, mas por se constituir numa linguagem (performance gestual, rítmica, corporal) que ajuda a manter sintaticamente ativa a tradição, os costumes e a vida de todo o dia. Assim, com olho de lupa, José Carlos vai alinhando as superabundâncias e espetacularidades neobarrocas das relações entre crônica e futebol.
Sumário
Prefácio - “A clareza do barroco boleiro” (Matthew Shirts) 11
Introdução - “Nelson Rodrigues dá bom dia!” 15
Capítulo 1 - “Quem é a bola?”, pergunta a grã-fina do Maracanã (Diálogos entre Futebol e cultura no Brasil) 27
Capítulo 2 - O scratch em campo para o início do match (E o surgimento da crônica esportiva brasileira) 71
Capítulo 3 - A grossa baba elástica e bovina (As crônicas de futebol de Nelson Rodrigues e o espaço neobarroco) 95
Capítulo 4 - “O videoteipe é burro!” (A superação da objetividade em nossa crônica esportiva) 131
Capítulo 5 - Complexo de vira-latas, abutres, hienas e chacais (Ou a metalinguagem da crônica anunciada) 159
Considerações Finais - Trila o apito o árbitro 187
Apêndice 195
Referências Bibliográficas 203
Bibliografia 209



