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André Silva Azevedo

Textos

“Entre 8 ou 80, eu sempre fui 80”. É assim que André Azevedo, presidente da torcida são paulina Dragões da Real e um dos grandes articuladores dos movimentos de torcidas organizadas do Brasil, define sua personalidade e a sua trajetória no universo das arquibancadas. Nascido em 1979 na zona sul da cidade de São Paulo, em uma família de origem baiana, André foi pela primeira vez a um estádio de futebol em 1991, quando foi levado por seu pai para assistir a partida entre São Paulo e Fluminense no Morumbi. Ao longo da década de 1990, André começou a frequentar o Morumbi assiduamente. Em 1997, se associou a torcida Independente, chegando a exercer uma posição de liderança da torcida em seu bairro mesmo sem fazer parte da diretoria da entidade. Após três anos de envolvimento com a torcida Independente, André decidiu ajudar no processo de ressurgimento da torcida Dragões da Real, que durante o final da década de 1990, período em que as torcidas sofreram grande repressão por parte do poder público, chegou a ficar inativa. Além de já possuir uma boa relação anterior com os membros da Dragões que decidiram reerguer a torcida, André viu na mudança de torcida uma boa possibilidade para a implementação de novas ideias e práticas no universo das torcidas organizadas. Desde 2006, André ocupa o cargo de presidente da torcida Dragões da Real. Além disso, André atualmente é o presidente da ANATORG (Associação Nacional das Torcidas Organizadas), formada em 2014, com o intuido de exercitar o diálogo entre as lideranças das torcidas organizadas de todo o Brasil. Também participa de intercâmbios entre movimentos de torcedores com torcidas de diversos países da Europa.

André foi entrevistrado pelos pesquisadores do Museu do Futebol no início de 2011. Em 2014, através do projeto Territórios do Torcer, foi convidado a gravar o depoimento de história oral. 

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