
Se a bola está rolando nos gramados do Canadá, Estados Unidos e México durante a Copa do Mundo, no Museu do Futebol ela também ganha vida em miniatura, mas com a mesma emoção de uma Copa. Neste sábado, 48 botinistas, com idades entre 15 e 60 anos, entram em campo para representar as seleções do torneio em uma disputa inspirada nos moldes da Copa do Mundo da FIFA, com a realização da Copa do Mundo de Futebol de Botão.
O futebol de botão, também conhecido como futebol de mesa ou futmesa, transforma botões em jogadores e mesas em estádios. Movidos com o auxílio de uma palheta, eles recriam partidas cheias de emoção, seja como passatempo ou como modalidade esportiva oficialmente reconhecida.Aqui, cada toque de palheta vale como um passe decisivo, cada jogada exige estratégia e precisão, e a torcida acompanha de perto lances que misturam habilidade, memória afetiva e paixão pelo futebol.
Origem
Tipicamente brasileiro, o futebol de botão nasceu na década de 1920, criado por Geraldo Cardoso Decourt. Foi ele quem organizou as primeiras regras do jogo, publicadas em 1930, dando forma a uma brincadeira que começava de maneira simples, com botões de roupas, e que hoje reúne federações, campeonatos e uma comunidade apaixonada.
O próprio nome carrega essa história: os botões, antes esquecidos em gavetas, tornaram se protagonistas de partidas imaginadas que atravessaram gerações e seguem encantando novos públicos.
A participação para acompanhar o torneio é gratuita, e a competição integra a programação especial de Copa do Mundo da instituição.