EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA

22 em Campo

A partir de 15 de julho de 2022

Que relações existem entre o futebol e o Modernismo? Esta é a reflexão trazida pela nova exposição temporária do Museu do Futebol, que mostra como o movimento artístico e o esporte foram fundamentais na criação de uma identidade brasileira através de uma experiência multimídia e interativa.

Data
De 15/7/2022 a 29/1/2023

Funcionamento
De terça a domingo: 9h às 18h (entrada até as 17h)

Ingressos
R$ 20,00   Inteira
R$ 10,00   Meia
Crianças até 7 anos não pagam.

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Como chegar
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Que relações é possível estabelecer entre Modernismo e futebol?

Como o movimento cultural que buscava a valorização de uma cultura cotidiana brasileira pode se ligar ao esporte, que também veio de fora e rapidamente se tornou popular em todas as classes sociais? Este é um dos motes motes propostos pela nova exposição 22 em Campo. Com curadoria de Guilherme Wisnik, a mostra apresenta as ligações, às vezes inusitadas, às vezes surpreendentemente diretas, entre o movimento cultural e o esporte das multidões.

22 “jogadores” em campo.
22 temas ligando
1922 a 2022.

São 22 módulos ilustrados por fotografias e vídeos de época, áudios históricos e outros gravados por atores interpretando texto do Modernismo que se referem ao futebol; além de criações feitas especialmente pelo designer Kiko Farkas para a identidade visual da mostra. A cenografia é de Álvaro Razuk 

A bola, o goleiro, o jogador Arthur Friedenreich, o goleiro Marcos Carneiro de Mendonça, o futebol de mulheres e o estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, são alguns dos temas escalados do universo futebolístico. No time do Modernismo e da cultura, jogam Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, Mário de Andrade, o Theatro Municipal de São Paulo, o músico Pixinguinha e a tela operários, de Tarsila. Mas nesse jogo há mais de dança do que de competição, e o visitante se surpreenderá com as ligações possíveis entre os dois universos.  

Os temas

  1. A bola
  2. Anhangabaú
  3. Estádio das Laranjeiras (RJ)
  4. Marcos de Mendonça
  5. Arthur Friedenreich
  6. Pau-Brasil
  7. Vocabulário
  8. Torcidas
  9. Operários
  10. Tarsiwald
  11. Várzea
  12. Imigrantes
  13. Favelas
  14. Trem
  15. Mário de Andrade e Villa-Lobos
  16. Rádio
  17. Pixinguinha
  18. O negro no futebol
  19. Garrincha-Macunaíma
  20. Futebol indígena
  21. Futebol de mulheres
  22. Francisco Rebolo

“Se o futebol se disseminava como paixão popular no Brasil, a prática do amadorismo ainda se impunha, afastando atletas que precisassem de salário para sobreviver. Recorte social que implicava, também, exclusão racial. Igualmente, se olhamos para as imagens das arquibancadas dos jogos no Estádio das Laranjeiras, na época, vemos ainda um público de elite, composto por pessoas brancas e elegantemente vestidas. (…) Prefigurada pela arte moderna, essa sociedade feita de forças contraditórias e em disputa inventou um jeito próprio e afirmativo de jogar futebol, com a contribuição inestimável das populações negra, indígena, e de muitos outros povos que para cá vieram.”

Guilherme Wisnik (curador) 

Os modernistas e a bola

Na abertura da Semana de 22, o escritor Menotti Del Pichia cita o jogador Friedenreich em seu discurso. Mário de Andrade dedicou um poema à primeira grande estrela do futebol brasileiro e, enquanto Oswald de Andrade escreveu alguns versos sobre futebol, a pintora Tarsila do Amaral registrou numa crônica sua experiência como torcedora em um Brasil x Argentina no Parque Antártica.

A exposição reflete sobre as relações entre o jogador Garrincha (1933-1983) e o personagem Macunaíma, criado por Mário de Andrade, inspirado em uma entidade indígena. Conhecido como o “anjo das pernas tortas”, Garrincha era descendente do povo Fulni-ô, de Alagoas e Pernambuco, e encantou o mundo com os dribles desconcertantes e o jeito alegre de jogar – uma mistura ambígua de malícia e inocência que também está presente em Macunaíma.  

Ao fim da mostra, os visitantes terão elementos para pensar como o Modernismo e o Futebol se relacionam à construção da ideia do que é “ser brasileiro” – com ambiguidades, complexidades e contradições.  

22 em Campo na Bienal Iberoamericana de Design

A comunicação visual criada pelo designer Kiko Farkas para a exposição “22 em Campofoi selecionada para a oitava edição da Bienal Iberoamericana de Design, que acontece em novembro, em Madrid, na Espanha. 

A criação de Kiko para a mostra foi inspirada nas bandeiras levadas pelas torcidas aos estádios, com colagens que misturam ícones da cultura moderna brasileira e ídolos do futebol 

Galeria

Ficha técnica

Curadoria – Guilherme Wisnik
Assistente de curadoria – Vitor Martins Cunha
Produção executiva e coordenação de produção – Maira Corrêa Machado/Guapacultural
Pesquisa e textos — Bernardo Buarque e Regiane Matos Pesquisa e licenciamento – Pedro Sant’Anna
Expografia – Álvaro Razuk
Equipe – Daniel Winnik e Ligia Zilbersztejn
Comunicação visual – Kiko Farkas/Máquina Estúdio
Designer Assistente – Guilherme Dorneles
Mural – Deco Farkas
Projeto de iluminção — Fernanda Carvalho/Design da Luz
Projeto de elétrica – Murilo Jarreta
Construção expositiva – Metro Cenografia
Produção de vozes e edição de áudio – Jukebox
Atriz – Neusa Romano
Ator – Pascoal da Conceição
Montagem fina – Install
Equipamentos de luz, áudio e video – Maxi Audio Luz Imagem
lmpressão da Comunicação visual – Watervision
Projeto de acessibilidade – Incluame
Consultoria de acessibilidade – Cristiana Melo
Revisão textual – Armando Olivetti
Traduções – LD Traduções
Projeto contra incêndio – Lume Consultoria
Conservação – Rita Torquete
Corretora de seguro – Affinité
Edição de filmes – Mira Filmes
Animações – Archimidia
Vídeo Futebol de Mulheres – Cristiano Fukuyama

Agradecimentos

André Carrijo – Memorial do Corinthians; Celso Ulzeite; César Martins; Cristiano Silva Pereira – Memorial do Corinthians; Daniel Lima; Dhaniel Cohen – Fiu Memória; Erika Corréa Cassiano; Fabiana Lima; Fabio Paulo Barbuy; Fernando Wanner – Memorial do Corinthians; Guilherme Oliveira – Allianz Parque; Gustavo Mour; Hélio Mello; Instituto Gershman; Instituto Rebolo; Jorge Wisnik; José Miguel Wisnik Leonardo Finotti; Lisbeth Rebolo – Instituto Rebolo; Lize Borba; Marcelo Duarte; Marcio Guerra; Marilia Franco; Mauricio Sabará; Patricia Lira – MIS-SP; Projeto Xingu; Raphael Rajão Ribeiro; Sergio Rebolo – Instituto Rebolo; Tarsila do Amaral; Tom Wisnik; Victor Ribeiro – Agência O Globo; Walmer Peres; Yumi Sakamoto – Selo SESC.

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