EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA

Amarelinha

Você sabia que a Seleção Brasileira nem sempre vestiu amareloO branco era a cor principal do nosso uniforme até que a derrota na final de 1950 para o Uruguai, em pleno Maracanã, provocou a mudança nas cores do time nacional. A origem da icônica camisa canarinho é contada na exposição temporária Amarelinha, parte das ações especiais da instituição para o ano de Copa do Mundo da FIFA de futebol masculino.

Data
De 22.05.2026 a 7.9.2026

Funcionamento
Terça a domingo
9h às 18h (entrada permitida até 17h)
Toda primeira terça do mês, até as 21h (entrada permitida até 20h)

Ingressos
R$ 24,00   Inteira
R$ 12,00    Meia
Grátis para crianças até 7 anos
Grátis para todos às terças-feiras

Retire diretamente na bilheteria ou pelo Sympla.

Veja outras gratuidades.

Como chegar
Clique aqui e acesse diferentes opções de transporte

Coleções em jogo

Amarelinha revisita a trajetória de um símbolo que saiu dos campos para se tornar parte da cultura brasileira e referência no imaginário global do futebol, reunindo 18 camisas de lendários jogadores, como Sócrates, RivellinoRonaldo e Vini Jr. Com camisas de ídolos que jogaram ao longo dos últimos 70 anosa exposição é uma oportunidade de gerar diálogo entre várias gerações de fãs dfutebol brasileiro.

Com curadoria do jornalista Marcelo Duarte e da equipe do Centro de Referência do Futebol Brasileiro – núcleo do Museu do Futebol dedicado à pesquisa e acervos –, a mostra recebeu peças emprestadas de cinco colecionadores de camisas: Marcelo Monteiro, Thiago SuccarSalomão Furer Jr., Cássio Brandão e Rodrigo Viana.

 

Suadas, usadas e preparadas

As camisas selecionadas para a exposição estiveram efetivamente em mundiais, entre 1958 e 2022. Entre elas, há “camisas suadas”, realmente usadas por jogadores que entraram em campo; “camisas usadas”, ou seja, vestidas por jogadores que ficaram no banco de reserva; e “camisas preparadas”, itens que foram levados para o torneio. São exibidos na exposição uniformes utilizados por Vinícius Jr. nas quartas de final da Copa de 2022, e Didi, campeão do mundo em 1962, além de uniformes usados por lendas como Sócrates, Ronaldinho Gaúcho e Rivellino, entre outros.

Especialmente para a exposição, foi recolocada em exibição a camisa usada por Pelé na final da Copa de 1970, contra a Itália, quando o Brasil se sagrou tricampeão. A peça, que faz parte do acervo do Museu, volta à vitrine especialmente construída para ela na Sala Pelé, que faz homenagem ao Rei do Futebol, na exposição principal do Museu. Em uma vitrine ao lado, será também apresentada camisa da Seleção Brasileira de 1994, autografada pelos heróis do tetracampeonato mundial, em celebração a uma das maiores conquistas da história do futebol brasileiro.

Materialidade e preservação

Amarelinha propõe a valorização das camisas não apenas pelo que representam simbolicamente, mas também por sua materialidade e sobre as questões relacionadas à fabricação, uso, colecionismo, preservação e conservação – um trabalho contínuo e multifacetado que envolve técnicas e profissionais de diversos campos.

Assim, a mostra tem módulos dedicados a apresentar o tecido: há um glossário têxtil, mostrando os vários tipos de tecituras e acabamentos, uma linha do tempo mostrando o desenvolvimento das técnicas de confecção de camisas, e uma camisa tátil, que pode ser tocada pelos visitantes  

 

AMARELINHA É UMA OPORTUNIDADE ÚNICA DE OLHAR PARA A CAMISA DA SELEÇÃO BRASILEIRA PARA ALÉM DO SÍMBOLO. CADA UMA DAS PEÇAS CARREGA HISTÓRIAS DE JOGO, DE ATLETAS, DE TORCIDAS, DE DESIGN E DE TECNOLOGIA TÊXTIL. É UM CONVITE PARA OBSERVÁ-LAS COMO OBJETOS DE MUSEU, EM TODAS AS SUAS CAMADAS DE MEMÓRIA, INFORMAÇÃO E SIGNIFICADO.”

Marília Bonas, diretora técnica do Museu do Futebol

História

A mostra apresenta ainda a história da criação da camisa amarela: depois da derrota do Brasil para o Uruguai em pleno Maracanã, na final da Copa de 1950, um concurso nacional foi criado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e pelo jornal Correio da Manhã para substituir o uniforme da Seleção Brasileira, que até então era branco. Um dos requisitos do concurso era que o uniforme utilizasse as quatro cores da bandeira nacional. 

A proposta vencedora foi a de Aldyr Schlee que, ironicamente, morava na fronteira entre o Brasil e Uruguai e tinha simpatia por nossos algozes do Maracanazo. Ele sugeriu o uso do amarelo ouro na camisa, com gola e punhos em verde, e o calção azul cobalto. O branco entrou nos meiões.  Toda essa história é mostrada na exposição por meio dos desenhos de Aldyr, além de experiências interativas analógicas e digitais que apresentam uniformes e curiosidades das camisas de Copas.

Interatividade

A área interativa da exposição convida o público a participar de forma simples e direta. Por meio de um totem, o visitante escolhe o conteúdo que deseja explorar e acompanha a exibição em uma tela de projeção. É possível optar por dois caminhos, um é de visualização de fichas de todas as seleções que já participaram de Copas, que contém ilustrações de seus uniformes e informações relevantes e o outro é acessar uma seleção de curiosidades relacionadas às peças mais significativas das edições das Copas do mundo.  

Entre as curiosidades apresentadas, o público poderá conhecer, por exemplo, histórias sobre partidas marcantes em que determinadas camisas foram utilizadas, detalhes sobre jogadores que vestiram esses uniformes e informações sobre mudanças no design ao longo das décadas. Um conteúdo pensado em parceria com o FutBox. A proposta é oferecer uma experiência dinâmica, que amplia o entendimento sobre os itens expostos e aproxima o visitante das narrativas que envolvem cada camisa ou seleção. 

A exposição módulo a módulo

Antes da Amarelinha aborda a criação da camisa amarela em 1953, após a rejeição do uniforme branco usado até a Copa de 1950. O núcleo apresenta documentos, imagens e um audiovisual sobre o concurso vencido por Aldyr Garcia Schlee, além de contextualizar o impacto da derrota de 1950 na construção desse novo símbolo. 

Camisa: vestimenta, expressão, documento reúne as 18 peças centrais da exposição e propõe um olhar ampliado sobre a camisa, para além da função esportiva. As peças revelam identidades, contextos culturais e momentos marcantes do futebol brasileiro. O eixo inclui, ainda, uma instalação com verbetes sobre o universo têxtil e uma mesa sensorial, onde o visitante pode observar, por meio de microscópio digital e painéis táteis, as diferenças entre tecidos como algodão e poliéster. 

Seleções e Copas apresenta uma linha do tempo que relaciona as transformações das Copas do Mundo à evolução dos uniformes. O espaço reúne curiosidades, informações sobre as 84 seleções que já participaram do torneio e depoimentos de jogadores sobre o significado da camisa em diferentes gerações.

Galeria

Eventos

Não há eventos futuros.

Objeto da vez

Pular para o conteúdo
Governo do Estado de SP