
Em 2027, o Brasil será palco da Copa do Mundo de Futebol Feminino e a paixão pelo esporte segue mais viva do que nunca. Entrando nesse clima, o Museu do Futebol convida o público a manter a torcida forte com um destaque especial na mostra Festa da Copa: a camisa da Seleção Brasileira Feminina usada na Copa do Mundo de 2019, na França, autografada pelas jogadoras que disputaram o torneio.
A peça está exposta na sala Zona Mista e integra a mostra Festa da Copa, uma experiência interativa que celebra a relação única dos brasileiros com o Mundial. O espaço reúne elementos que traduzem o espírito das torcidas, como churrasco, ruas decoradas, bandeiras, vuvuzelas e até o icônico cão caramelo, criando um ambiente que mistura memória afetiva e celebração popular.

Uma história de resistência
Mais do que um símbolo esportivo, a camisa representa a trajetória de resistência do futebol feminino no Brasil. Desde a renovação da exposição principal em 2024, o Museu do Futebol ampliou o espaço dedicado às mulheres que, por décadas, foram proibidas de jogar. Um dos principais marcos dessa história é o decreto de 1941, assinado por Getúlio Vargas, que vetou a prática do futebol por mulheres sob a justificativa de que o esporte seria incompatível com sua natureza. A restrição, que perdurou por cerca de quarenta anos, tornou se um símbolo das barreiras enfrentadas pelas atletas ao longo do tempo.
A jornada do visitante para conhecer melhor essa história no Museu, começa na Sala Origens, que aborda o desenvolvimento do esporte desde o século XIX até os anos 1930, e conta com destaque para a presença feminina.
Na Sala das Copas, o futebol feminino tem protagonismo em quatro módulos temáticos que destacam momentos de defesa, drible, contra-ataque e gol, narrando o período entre 1941 e 1988, da proibição até a realização do primeiro torneio experimental na China, que antecedeu a criação oficial da Copa do Mundo Feminina.
Agasalho histórico do futebol feminino na Sala Pelé
Outra peça já em exibição na vitrine da Sala Pelé é o agasalho do Esporte Clube Radar, utilizado por Iracema Ferreira, conhecida como Rata. O clube ocupa um lugar de destaque na história do futebol feminino brasileiro, sendo considerado uma das principais equipes da modalidade no período entre o fim da proibição da prática do futebol por mulheres, em 1979, e a formação da primeira Seleção Brasileira feminina, em 1988. Entre 1983, ano do agasalho e da regulamentação do futebol feminino no país, e 1988, o Radar conquistou seis títulos estaduais e nacionais, consolidando sua importância para o desenvolvimento da modalidade.

Radar: Agasalho do time feminino Radar do RJ | Foto: Nilton Fukuda


